sábado, 19 de julho de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Numa morna manhã sinto os pés frios,
não sei por onde caminho.
Sinto que perdi o rumo,
sei que o sul não é o meu caminho.
Tenho tanto frio que os ossos
parecem quebrar a cada passo.
Perdi o calor que me aquecia,
fiquei esquecida.
O tempo vai mudar, eu vou mudar,
sei que vou, mas entretanto já perdi...
...
frio senti...
não sei por onde caminho.
Sinto que perdi o rumo,
sei que o sul não é o meu caminho.
Tenho tanto frio que os ossos
parecem quebrar a cada passo.
Perdi o calor que me aquecia,
fiquei esquecida.
O tempo vai mudar, eu vou mudar,
sei que vou, mas entretanto já perdi...
...
frio senti...
sábado, 5 de julho de 2008
Porquê tanta cegueira, ver-te-ás sempre no mesmo espelho em névoa.
As palavras já não bastam.

Sabes o quanto pode doer cortares-te no quartzo? Não,
Pois...
Sabes que um dia me cortei, uma gota de sangue pingou e lá ficou.
Claro que não sabes... e queres medir a minha cegueira pela tua? Ou a tua estupidez?
Sabes que só te magoam até onde deixares que te enterrem os espinhos?
Sabes sim, e há muita forma de viver uma lembrança. E as tuas são como tu - falsas.
Só se enterram, na carne e na alma, até onde deixares.
Aquilo que conheço, nem sempre gosto,aquilo que desconheço amo, pois não sinto apenas os sinto.
Seja quem ou como fores, tenho razão em dizer que em mim não enterrarás mais nada!
Lá longe, se me enterrou um espinho na carne,
Um espinho, sempre no mesmo local, de onde o irei retirar.
Adeus...
Fizeste-o muito bem, mas os meus olhos alcançam onde não tu os vês.
Não vale a pena caminhar ao lado de alguém que nos venda os olhos...
sem vendas...
foto: PeitoPain, Anónimo
terça-feira, 17 de junho de 2008
Se todos os olhos fosses iguais, o mundo seria preto e branco. O cinzento jamais se conheceria.
Jamais se veriam as cores que nos diferenciam, seria tudo a preto e branco.
Se todos vissemos pelos mesmos olhos passaria a haver respeito pelos demais. Quem a si próprio faltaria ao respeito? Porque estaria a faltar ao respeito à sua imagem, crença e expressão.
Não haveriam matanças pois ver-se-ia a tolerância pelos mesmos olhos, seria um conceito de compreensão universal. Seria tão mais fácil, não??
Mas a beleza deixaria de ser única a cada olhar. Passava a ser vulgar e igual aos demais. Seria indiferente quem se estaria amar?
Mas a diversidade seria sempre conceito inexistente, porque seriamos iguais aos demais.
E seria solitário
Seria a existência de um só ser humano na Terra perdido, onde não seriam suficientes todos os seus anos para percorrer o seu dominio e ver.
E seria mais triste.
sábado, 31 de maio de 2008
quando nos mentem...
como nos mentem...
ontem me esconderei...
se imaginassem o quanto sofre com doces, amargas, amáveis, crueis mentiras...
aboliriam a mentira? (abolirias a mentira?)
morreram num tronco de espécie incerta até lhe darem a carta de alforria.
a ilusão humana de verdade é um sistema esclavagista...
será? mas são as mentiras (nas suas verdades) que açoitam, calam e ferem
até te perder no mar, em navio negreiro.
quando nos mentem...
como nos mentem...
ontem me libertarei...
como nos mentem...
ontem me esconderei...
se imaginassem o quanto sofre com doces, amargas, amáveis, crueis mentiras...
aboliriam a mentira? (abolirias a mentira?)
morreram num tronco de espécie incerta até lhe darem a carta de alforria.
a ilusão humana de verdade é um sistema esclavagista...
será? mas são as mentiras (nas suas verdades) que açoitam, calam e ferem
até te perder no mar, em navio negreiro.
quando nos mentem...
como nos mentem...
ontem me libertarei...
quarta-feira, 28 de maio de 2008

xxxiiiiuu
E quando pedimos silêncio pedimos com palavras,
quando pedimos paz, surge-nos avalanches de ruídos.
Não consigo ouvir no silêncio quando procuro palavras,
não consigo ouvir no ruído quando procuro uma voz.
Posso querer calar, silenciar, estagnar as ondas de vozes que me abrasam o pensamento
mas não consigo...
E quando quero gritar de prazer, não encontro o timbre certo.
Sufoco todo o prazer em mim (Não o vês, não o sentes no modo como me contorço?).
Quando quero sentir o prazer num só timbre, não encontro um rosto encontro muitos...
horriveis, nojentos e todos surdos no meu.
Quantas vozes são precisas para apenas se ouvir uma!?
E quantas vidas tenho que possuir para compreenderem que sei porque não o vivi, mas porque simplesmente o sou!
quando pedimos paz, surge-nos avalanches de ruídos.
Não consigo ouvir no silêncio quando procuro palavras,
não consigo ouvir no ruído quando procuro uma voz.
Posso querer calar, silenciar, estagnar as ondas de vozes que me abrasam o pensamento
mas não consigo...
E quando quero gritar de prazer, não encontro o timbre certo.
Sufoco todo o prazer em mim (Não o vês, não o sentes no modo como me contorço?).
Quando quero sentir o prazer num só timbre, não encontro um rosto encontro muitos...
horriveis, nojentos e todos surdos no meu.
Quantas vozes são precisas para apenas se ouvir uma!?
E quantas vidas tenho que possuir para compreenderem que sei porque não o vivi, mas porque simplesmente o sou!
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