sábado, 3 de maio de 2008



de Pedro Almodovar

É dificil de perceber quando deixamos de fazer aquilo pelo qual nos apaixonámos um dia, e passamos a prostitutas do que autrora dava prazer fazer...

É dificil perceber quando começamos a envelhecer e, a vida, deixa de nos surpreender... E todas as surpresas que, a partir daqui possam surgir, são desagradáveis, são dolorosas...

É dificil ser-se um adulto, quando foi dificil ser-se adolescente... É dificil ser-se bom num país de competição pela medíocridade, quanto mais se tiver mais se quer.

É dificíl viver num país de velhas cerimónias e de má educação...

É fácil por tudo termos segredos, e o último dos segredos é o segredo de ter perdido todos os segredos...

de A. G.

quinta-feira, 17 de abril de 2008



Anchor Baby


There was a beautiful girl who came from the sea. And there was just one place that she wanted to be.
With a man named Walker who played in a band. She would leave the ocean and come on to the land.
He was the one she wanted the most. And she tried everything, to capture this ghost.

But throughout all their lives they never connected. She wandered the earth alone and rejected.
She tried looking happy she tried looking tragic, she tried astral projecting, sex, and black magic.
Nothing could join them, except maybe one thing, just maybe...something to anchor their spirit...They had a baby.

But to give birth to the baby they needed a crane.The umbilical cord was in a form of a chain.
It was ugly and gloomy,and as hard as a kettle. It had no pink skin, just heavy gray metal.
The baby that was meant to bring them together, just shrouded them both in a cloud of foul weather.
So Walker took off to play with the band. And from that day on, he stayed mainly on land.

And she was alone with her gray baby anchor, who got so oppressive that it eventually sank her.

And she went to the bottom, not fulfilling her wish, it was her, and her baby...and a few scattered fish.

by Tim Burton in The Melancholy Death of Oyster Boy and other stories

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Muito Interessante....






terça-feira, 1 de abril de 2008

"Blackboard Jungle" (1955 - 97m)

"Pois é, vou ensiná-los. Esperei muito tempo por isto, demasiado tempo, talvez. Desde que nasci que quis ensinar. Rick, eles não sabem desde quando eu desejo ensinar. Alguns queriam ser policias, outros bombeiros. Eu não. Desde sempre quis ser professor."
...
És um bom rapaz, Josh. Um tipo bestial.
Então porque é que eles não me deixam ensinar?
Porque são beras, Disse Rick.
...
Não, não, Rick, não digas isso. Por favor. Os miúdos não são maus. Sei que não são. Por isso, toma atenção e, por favor, não voltes a repetir o que disseste. Não são maus. Simplesmente, não conhecem ninguém melhor que eles.
Evan Hunter
Filme de: Richard Brooks


terça-feira, 25 de março de 2008

Quando foi a última vez que te apertou o coração?
Terá que apertar um dia, nem que seja por uma hora ou um minuto...

Por que havia de apertar? Não o sinto, não o sinto bater...
Porquê?

Bate, ainda bate, tal como quando eras criança, lembraste?

Queres que minta? Lembro-me bem de ser criança, lembro-me de muita coisa que querem que esqueça. Deverei?

Não... não... não... a não ser que queiras ser feliz.
E já reparei que são as palavras que te sufocam o sentido. Porquê?

Não o direi, apenas as quero ouvir tal como ouço o seu latejar, o seu gotejar dentro da minha cabeça... Se dissesse tudo o que penso, se a honestidade fosse uma virtude... Estava mais sozinha do que sou...

Mas um dia tudo vai acabar, mais ser livre para sentires sem dor, sem mentira e falsidade, saboreares o vento do som das palavras que proferes e sorrir àqueles que sentirão como o sentes agora... Queres?

Sim... sim... SIM...
mas...
preciso de ajuda!!!!

Eu sei, um dia ela chegará, tal como um dia se foi...
espera e não contes o tempo aos que te rodeiam... há quem não mereça...

E um dia vais e um dias vais
viver a diferença... ... ...

labirinto de identidades
anonimo